27.6.10

eu fujo

quando sinto medo, ou fico triste ou chateada eu fujo. para não me expor, para não arriscar, não sofrer... e me escondo no único lugar que eu sei: a comida. é delicioso, e me faz pensar que, não importa o que esteja acontecendo lá fora no mundo, aqui dentro eu estou sendo feliz. pelo menos por enquanto.

e eu fico feliz. por enquanto...

26.6.10

se a lua fosse minha

sério. não quero mais. cansei. basta. não vou mais ligar, nem atender, nem mandar mensagem. não acho certo. nunca achei. mas não conseguia. agora decidi. e preciso que você me ajude. que não faça o telefone tocar, nem meu pensamento divagar olhando para a lua quando ela está cheia; e tudo bem se der vontade de te beijar, de te sentir... eu vou acreditar que vou encontrar isso em outra pessoa. em outro tempo. outra pessoa que seja certa para mim, que me faça rir, que me abrace a noite dizendo que são só trovões - que a chuva é forte sim, mas vai acabar passando.


e por enquanto que é madrugada eu vou tentar ficar aqui dentro, não pensar na lua lá fora e nem nas coisas que você dizia quando eu acreditava em você. ah, sim, porque eu acreditei. foram cinco minutos tão bons. e eu acreditei quando você me dizia coisas bonitas, e me fazia acreditar que era de verdade. e outro minuto passou. eu percebi que não era bem assim... aliás, o que é do jeito que a gente pensa? nada. mas por cinco minutos foi do jeito que eu pensei.




e a lua lá fora... todinha lá fora. a lua cheia.

de bater


Porque hoje eu acordei querendo encontrar um grande amor. ou melhor, querendo que um grande amor me encontre, me arrebate e me faça sonhar acordada.

faz tanto tempo que eu não me entrego, me deixo viajar nas palavras de alguém... e só por isso hoje eu tentei lembrar como era bom quando eu estava apaixonada e não consegui. e nem foi porque meu coração não tem batido. nem parado. nem feito nada. ele só está aqui. guardadinho.

parece que a qualquer momento ele vai explodir, tomar conta de mim, me invadir de uma vez. como se fosse um temporal daqueles que destrói e deixa feridos.
mas por enquanto ele está encolhidinho, com medo e cansado de bater sem motivo. de bater por bater. de viver a cada dia como se fosse igual ao passado.
e se eu me decepciono, e se espero o que não vai acontecer, eu acho que nem fico triste. e acho que nem sofro tanto. e nem choro tanto... e nem sinto mais...

20.6.10

e eu soube


Tudo bem. Eu já sabia. Mas saber é uma coisa, ter certeza é outra. Quando li, nem entendi direito. Era preto na tela. Era a certeza do que eu já percebi faz tempo. Mas mesmo assim eu fiquei parada ali, e o mundo ficou mudo. E eu fiquei sem entender nada.
Porque no fundo, no fundo, eu ainda achava que poderia ser só impressão. E sabe aquele papo que intuição de mulher não falha? A minha devia estar off, porque juro que foi só naquela hora que eu entendi tudo. E juntei todas as peças. E saquei os comentários. E escutei o que todo mundo me falava.

me deu vontade de te abraçar e dizer que ia dar tudo certo. que não precisava mais mentir, mais fingir perto de mim. mas eu só fiquei ali, sem reação, sem ouvir nada do que diziam perto de mim. e quando você perguntou o que eu tinha, mudei de assunto, menti. mas seria tão mais fácil dizer a verdade para você. mas eu não disse. você também não.

Ou seja, o que antes eu achava agora eu sei. e fico com raiva porque você acha que eu não percebi, que está me enganando. mas porque? não seria tão mais fácil se a gente pudesse falar sobre tudo, se a gente pudesse rir de todo mundo que está do lado de fora?

15.6.10

Ele aperta

Sempre que você chega perto meu coraçãozinho fica mais sensível, parece que ele sabe o que vem por aí. E eu já disse que não adianta falar, espernear e muito menos sentir dor. Você não quer saber. Para você está tudo bem, a gente vai se falando, vai se vendo, vai vendo até onde dá para levar.


E ele não aguenta. Porque toda vez que você chega perto ele sente. E eu tento enganar, fico dizendo que não é nada, que vai passar. Para ele ser paciente e parar de ser tão exigente, parar de querer o que não deve- e nem pode.

Mas ele não ouve. E toda vez que você chega perto ele aperta. E me diz que dá sim, que eu nunca tentei, que às vezes ele precisa sofrer para aprender e que não tem nada demais. Mas eu não não quero - e nem posso.
E continuamos assim, debatendo e discutindo, ele sempre sem razão e eu racional demais. Não é sempre assim? Mas não devia ser - e nem deve.